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Octubre 2, 2020. Por Ocupar La Política

Lutando pela representatividade na política –  Áurea Carolina  

Áurea Carolina entrou na política em busca de representatividade, respondendo ao chamado de responsabilidade, como ela mesma diz. Um chamado por mais mulheres, negras e periféricas na política, um chamado com foco em ouvir de fato como pessoas e concretizar o que como lutas populares buscam e precisam no cotidiano. E, para ela, as vitórias na urna de 2016, como vereadora na Câmara Municipal de Belo Horizonte, e de 2018, como deputada federal, provam que ouvir e apostar em lutas populares têm um potencial enorme. 

“A minha entrada na política institucional vem na esteira de uma busca por representatividade. Nós temos o hábito de dizer que precisamos de mais mulheres na política, mais negras e periféricas, mas quem vai assumir essa tarefa se não nós concordamos? A minha decisão foi uma resposta a um chamado de responsabilidade. Não adianta falar que tem que ter, a gente precisa se colocar nesse lugar ”, Áurea Carolina, deputada federal.

Uma das iniciativas que foram um ponto de partida para Áurea entrar na política institucional foi a participação na candidatura coletiva batizada como As Muitas , composta por 12 candidatos e candidatos da capital mineira. Você já fala em candidaturas coletivas? Elas são uma iniciativa inovadora no Brasil. Funciona assim: um grupo de pessoas com diferentes propostas, diferentes histórias e que gostaria de compartilhar e participar de recuperação de decisões se se inscrever e apresentar uma candidatura ou mais de uma candidatura. Você pode ler mais sobre isso clicando aqui.

Nas mudanças de 2018, novamente em uma campanha coletiva, crianças 12 candidaturas comprometidas com a ampliação desse projeto. Desta vez, Áurea candidatou-se a deputada federal e foi eleita novamente. Segundo ela, nas duas campanhas o foco foi ouvir as pessoas e convidá-las para contribuir. Eles abriram canais ativos de comunicação e identificando como pessoas que já conversavam e que precisavam saber da proposta do coletivo, traçando formas de comunicar a todos para não deixar ninguém de fora.

“Nas campanhas e no mandato nosso foco é ouvir as pessoas e concretizar o que as lutas populares constroem no cotidiano, criando canais para que movimentos, coletivos e associações da sociedade civil acessem esses espaços. Para construção dos programas de gestão, convidamos as pessoas para contribuir e buscamos saber quais os problemas nos territórios para denunciar injustiças, o defensor pautas urgentes e ser agentes colaboradoras a serviço dessas lutas ”, Áurea Carolina, deputada federal.

Outra grande durante a campanha foi a identidade visual: o segundo Áurea tudo foi pensado, desde os núcleos, até a história que contaria para as pessoas, para trazer as trajetórias de luta, dentro das universidades, nos movimentos de mulheres, juventudes e de cultura . As cores e as narrativas foram construídas para serem muito bem usadas nas peças gráficas, no site da campanha e nos vídeos, buscando sempre mostrar o espírito de que uma outra política é possível. 

“É muito importante que essa identidade tenha muito a ver com a candidata. Uma dica para as mulheres que estão se preparando para as vantagens deste ano é: identifiquem na sua trajetória os elementos que são fortes para fazer “a cara” da campanha. Não é possível inventar do zero, tem que estar colado na sua imagem pessoal ”, Áurea Carolina, deputada federal.

Nós já te falamos por aqui sobre o que é identidade visual e a importância dela! Para além do estético, esse processo é fundamental para a construção da sua imagem e para você se comunicar com a sua eleitora. Clica aqui para ler todas as dicas de como fazer a sua!

Por fim, Áurea lembra que fazer política de forma coletiva é uma única forma de dar certo porque ninguém vai ter uma ideia mirabolante para conseguir resolver os problemas do povo. Para ela, a dica de ouro aqui é: ouvir!

“Precisamos construir escuta qualificada, fazer mediações e pressionar o sistema político a partir das lutas populares. Minha dica para mulheres, mulheres negras LGBTI, indígenas, quilombolas, periféricas é que assumam o compromisso de fazer a política de forma mais ampla e inclusiva. Quando a gente se move, toda a estrutura da sociedade se move, porque questionamos a própria lógica do poder ”, Áurea Carolina, deputada federal.

Exemplo de arte

Resultado

Em 2016, foi eleita vereadora em Belo Horizonte, com 17.420, alcançando a maior votação para a Câmara Municipal da capital mineira dos anos e tornando-se a mulher com maior número de votos da história da cidade. Em 2018, foi eleita deputada federal com 162.740 mil votos por Minas Gerais, sendo a mulher mais votada do estado e, novamente, a parlamentar mais votada na capital. 

Participa do mandato coletivo, aberto e popular da Gabinetona1, em três esferas do legislativo, ao lado de outras três parlamentares – Cida Falabella e Bella Gonçalves, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, e Andréia de Jesus, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Atuam no projeto, ao todo, mais de 90 ativistas, trabalhadoras e pesquisadoras em estreito diálogo e cooperação com cidadãs e em sintonia com as lutas populares.

  1. https://gabinetona.org/site/
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